Desenvolvimento Infantil - Desenvolvendo da autonomia da criança
- Francine Longhi
- 28 de dez. de 2024
- 2 min de leitura

Desenvolvimento infantil, como os pais e educadores podem auxiliar o na autonomia da criança.
À medida que a criança amadurece – fisicamente, cognitivamente e emocionalmente ela é levada a buscar sua independência em relação aos vários adultos aos quais está apegada. “Eu fazer!” é a frase típica da criança quando começa a usar seus músculos e sua mente para tentar fazer tudo sozinha – não somente andar, mas alimentar-se, vestir-se e explorar o mundo.
Entre 18 meses e 3 anos no desenvolvimento da personalidade, a criança vai desenvolvendo sua autonomia, marcado pela passagem do controle externo para o autocontrole. Tendo atravessado a primeira infância com um senso de confiança básica no mundo e uma autoconsciência florescente, a criança pequena começa a substituir o julgamento dos cuidadores pelo seu próprio. A “virtude” que emerge durante esse estágio é a vontade. O treinamento do controle das necessidades fisiológicas é um passo importante em direção à autonomia e ao autocontrole; o mesmo acontece com a linguagem.
À medida que a criança torna-se mais apta a expressar seus desejos, ela passa a ter mais poder. Como a liberdade sem limites não é segura nem saudável, a vergonha e dúvida ocupam um lugar necessário. As crianças pequenas precisam que os adultos estabeleçam limites apropriados; assim, a vergonha e a dúvida ajudam as crianças a reconhecer a necessidade desses limites.
Os chamados “terríveis dois anos” assinalam um desejo de autonomia. Crianças pequenas precisam testar as noções de que são indivíduos, têm algum controle sobre seu mundo e possuem novos e emocionantes poderes. São levadas a experimentar suas novas ideias, exercitar suas próprias preferências e tomar suas próprias decisões. Esse desejo se manifesta na forma de negativismo, aquela tendência que os pais tanto conhecem da criança gritar “Não!” só para resistir à autoridade.
Quase todas as crianças exibem algum grau de negativismo; geralmente começa antes dos 2 anos de idade, com tendência a atingir o máximo aos 3 anos e meio ou 4 anos e declina por volta dos 6 anos.
Apoio e afirmação é o que a criança requer para seu desenvolvimento no estágio da autonomia. E afirmação é o que a criança precisa nos caminhos que a levarão saudavelmente ao encontro de sua vontade. Isso significa que sempre que a crinça está fazendo escolhas corretas estas escolhas devem ser realmente aprovadas.
Porém, só a afirmação das escolhas acertadas não basta. É preciso também firmeza quando a criança faz as escolhas erradas. É preciso ter firmeza em dizer não quando a crianças está fazendo algo errado ou se colocando em perigo. Mesmo que a criança repita o mesmo ato outras vezes, é preciso a firmeza de dizer não. Isso porque a criança precisa testar a sua própria vontade contra a dos adultos. É preciso firmeza para que a criança aprenda que há certas coisas que ela não pode ter e nem fazer.
Falhas em alcançar o justo equilíbrio entre amor e firmeza pode prejudicar o desenvolvimento emocional da criança.
Pais que tem uma sadia habilidade de dizer sim ou não, são propensos a encontrar naturalmente o equilíbrio entre excesso de permissividade e firmeza muito rígida e assim criar uma autonomia sadia em seus filhos.
Texto baseado na teoria dos Estágios de desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson.






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